Manter os <i>Estaleiros</i> públicos

Num comunicado distribuído aos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a célula do Partido denuncia a inexistência do plano de reestruturação que o Governo se comprometeu a apresentar até ao final do mês de Outubro (depois de uma primeira data ter sido fixada em 2 de Setembro). Reafirmando, no comunicado, o seu apoio à manutenção da empresa com as actuais características de «empresa pública estratégica para o desenvolvimento da região e do País», os comunistas lembram que não só ainda não há qualquer plano de viabilização como «quase todos os dias» os trabalhadores são confrontados com «situações inadmissíveis».

Uma delas prende-se com o «esvaziamento dos ENVC», denunciado pela célula. Para o PCP, é incompreensível que, existindo uma «considerável carteira de encomendas», não se tenha começado a construção de alguma delas. Há muito que os comunistas defendem a execução das encomendas existentes em carteira, pois «não há nada mais devastador para um trabalhador do que estar meses a fio sem nada para produzir». A não ser, alerta, que o objectivo por detrás desta passividade seja a «desmotivação e o desespero do trabalhadores».

Outra situação denunciada pela célula do Partido é o atraso no pagamento dos salários. O PCP lembra que o actual presidente do Conselho de Administração anunciou há semanas que os salários estariam assegurados até ao final do ano. Para os comunistas, trata-se de uma estratégia do Governo e da administração para procurar «criar as condições para a privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, tal como está escrito no programa de agressão assinado pelo PS,PSD e CDS com a troika estrangeira».

Também a extensão de Saúde está em risco de não poder continuar a prestar serviços aos trabalhadores dos Estaleiros, denuncia o PCP.



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